Confiram a entrevista que fiz com Gustavo Mantovani, o Vavo da Fresno. Uma entrevista sobre influências, preferências e, é claro, sobre o mais novo disco da banda, o Revanche que já está fazendo um enorme sucesso entre os fãs e é um dos discos mais vendidos do país.
Pra vocês, qual a principal diferença entre o Revanche e os demais discos da banda? Como definiriam esse disco?
O Revanche é o resultado da evolução da Fresno nesses mais de 10 anos de banda. A gente fez questão de mostrar mais ainda esse lado rock da Fresno, uma vez que a banda, por vezes, tenha sido “mal interpretada” após o lançamento do Redenção. Muitas pessoas criaram uma imagem da Fresno a partir de músicas como “Alguém Que Te Faz Sorrir”, e no Revanche transparecemos muito mais o lado rock.
O Revanche é composto por músicas mais pesadas e outras mais leves, até mesmo mais pop. Acham que podem conquistar novos fãs, fazendo esse som mais pesado, que até agora não faziam muito?
Com certeza. As pessoas estão interessadas em músicas de qualidade, acima de tudo. E é praticamente unânime que o Revanche é um dos melhores álbuns da Fresno, senão o melhor. Talvez tenhamos pecado nessa questão do som pesado no Redenção, mas em ábuns anteriores, como o Ciano, as guitarras estavam muito presentes. Nosso single era “Quebre As Correntes”, uma música conhecida por um riff de guitarra marcante. Acredito que o som pesado não afugente fãs novos. Nos comentários que li até agora, ninguém reclamou do excesso de guitarras.
Vocês já foram repetidamente rotulados de “EMO” e depois de serem uma banda pop. Acham que com o lançamento do Revanche, esses rótulos podem deixar de existir por definitivo?
Deixar de existir por completo, esses termos nunca vão. Mas, realmente, estão cada vez mais em desuso. Existe essa necessidade de rotular, classificar as bandas. Assim como já foi o grunge um dia, depois o emo e agora os “coloridos”. O negócio é deixar o tempo passar que essas febres são passageiras.
O que vocês acham dessa nova geração de bandas que fazem o chamado “rock colorido”?E, ainda sobre o assunto, o que acharam da declaração do Dinho Outro Preto, dizendo que: “‘Restart faz Fresno parecer Dostoievski”?
Eles estão trabalhando e realizando o sonho deles. Assim como eu disse antes, depois que essa febre passar, apenas os bons vão ficar. Eu não sou o melhor entendedor do assunto, mas deve ter muita banda boa nesse meio. Tem muita gente velha culpando o sucesso dos jovens pelo seu insucesso. Tem espaço para todos, a questão é saber conquistar o seu. Quanto à declaração do Dinho Ouro Preto, ele quis dizer que, na opinião dele, as letras de adolescentes de 17 anos estão aquém das letras de adultos de 27. Isso é natural. Nós também já tivemos 17 anos, assim como o Restart um dia terá 27. Cada um escreve no seu tempo.
No começo, o som da banda era influenciado por hardcore, punk etc. Com o passar dos anos vimos uma mudança no som que, certamente, aconteceu também com as influências. Hoje em dia, quais são os artistas e bandas que mais influenciam a banda?
Bandas clássicas e consagradas como Queen, Kiss, Aerosmith e Smashing Pumpkins nos influenciaram bastante na composição do Revanche. Muse, Keane e outras bandas mais novas também. O Anberlin, que é uma banda americana com quem tocamos juntos na turnê brasileira esse ano, talvez seja a banda de principal influência.
Logo que vieram pra São Paulo, moravam na “Barão do Bacanal”, casa que ficou conhecida e já foi visitada por vários fãs. Atualmente, existe uma relação da banda com a casa ainda?
Eu fui o último a sair da casa. Ainda fiquei uns 6 meses morando sozinho lá depois que o resto da banda saiu da casa. Hoje, são amigos nossos que moram lá. São recifenses e também têm uma banda.
Esse ano vocês tocaram junto com o Anberlin, banda que todos vocês são fãs declarados e, mais recentemente, participaram do dvd do Roupa Nova. Como foram essas experiências pra vocês?
Não só essas duas bandas, mas também a parceria com Chitãozinho & Xororó, Biquini Cavadão, entre outras. Essas parceiras com bandas mais experientes nos ensinam muito. Tanto musicalmente quanto na questão pessoal. Formamos grandes amizades com todas essas bandas, o que é tão ou mais importante do que a parceria musical.
Vocês participaram do MTV AO VIVO 5 bandas de Rock e já lançaram um dvd próprio em estúdio. Agora com o Revanche, não pensam no lançamento do dvd de um show, mostrando a energia do público com a banda, quem sabe um “MTV AO VIVO”?
Não vemos a hora de gravar um DVD ao vivo numa casa de shows lotada. Isso não dá pra negar. Mas a gente sabe que tudo tem o seu tempo. A hora, agora, é divulgar o Revanche e levar esse novo show para o Brasil inteiro ver. Depois, quem sabe, talvez seja a hora certa.
A única fábrica de Disco de Vinil no Brasil reabriu e várias bandas nacionais, além de lançar o cd, lançaram também em vinil. Não pensam em, quem sabe, fazer isso com o Revanche ou um próximo álbum? Qual é a relação de vocês com o Vinil?
É uma boa ideia, sim. E não é pela questão financeira, obviamente, pois o mercado para o vinil é pequeno. E sim para ter uma mídia inédita, totalmente retrô. Esteticamente também é muito legal. Eu tenho um tocador de vinil na minha casa, mas é da década de 70 ou 80 e está precisando de alguns ajustes. Já o Lucas tem um aparelho de vinil moderno, que ele comprou no ano passado. O Cuper, ex-baterista, tem uma coleção extensa de vinis.
Quais são as metas para 2010? Turnê do Revanche? Prêmio Multishow, VMB…?
Ano passado a gente ganhou todos os prêmios possíveis e prováveis, incluindo os prêmios principais do VMB e do Prêmio Multishow. Seria muito legal ganhar novamente, mas a gente sabe que isso é uma coisa cíclica e que há muitas bandas mais novas do que nós com muitas chances também. Estamos felizes só de participar e ir na festa. A principal meta para 2010 é organizar a turnê do Revanche e levar o novo show para o maior número de cidades nesse Brasil e atingir o maior número de pessoas possível. Queremos que todo mundo ouça o Revanche e que todo mundo veja o show novo. Estamos ansiosos por isso.
Por último, gostaria de agradecer pela entrevista, dizer que sou muito fã do trabalho de vocês e pedir para deixarem um recado para seus fãs. Muito Obrigado pela entrevista!
Muito obrigado por estarem sempre com a gente nessa luta contínua que é ter uma banda de rock. Nossos fãs são DEMAIS. E muito obrigado pelo espaço da entrevista. Um grande abraço a todos.


perfeitoooooooooo
oonw, amei a entrevista, voces sao demais *-*
A entrevista ta ótima uma das melhores até agora, com perguntas que eu realmente estava curiosa pra ver as resposta que o Vavo daria, Revanche ta ótimo e não canso de elogia-lo é realmente impressionante o quanto a fresno cresceu e amadureceu. eu sou muito orgulhosa por acompanhar esse trabalho desde o começo .
AAAAAAAAAAAAAAH. perfeiiito
Adoreiii a entrevistaa…meus parabens *-*
Adorei a entrevista! Parabéns!
O Vavo é foda, a Fresno é foda e eu amo eles *-*
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Revanche simplismente o melhor